domingo, 19 de abril de 2015

"Preocupação Condescendente"

São tantas da noite
e só penso em tí.
Ando às voltas na cama,
já me deitei no chão,
já fiz o pino
e fico sempre assim

É cada vez mais forte
aquilo que sinto por tí.
Não aguento mais,
nesta escuridão,
neste desconhecido,
que sou para ti.

Julgo que olhas por mim
Da mesma maneira
como te olho eu.
Pelo menos assim o desejo,
para que não seja mais um precejo
Daquilo que um dia, desejo ser meu

28/12/2014


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Sketch

     Não sei mas, por vezes, a vida surpreende-nos. Quando menos esperamos, mas mais precisamos, ela satisfaz-nos.
     É na alteridade que salvaguardamos a nossa sanidade mental, expetativas, ambições, gostos, cultura... dependendo da sua dimensão e construção.
     Há largos meses que uma crise "existencial" me assombra. Mas, e graças a 4 criaturas "místicas", começo a ganhar terreno na batalha que se defronta por entre as trincheiras da minha mente. O nevoeiro dissipou-se, o inimigo é visível, e cada um dos seus movimentos previsível.
     Já não estou mais perdido, assombrado ou abalado. Por diversas ocasiões estava sozinho, uma visão turva do mundo dissuadia-me. Sem quem me socorresse, recorria e afogava-me em lamentações, apreciando formas maiúsculas à minha volta. Ficava à espera que, sozinho, tudo mudasse. Mas agora percebi.
     Só com consciência e trabalho, as portas abrem e a luz pode passar.
     O nosso desejo natural mais humano, é o de voltar ao inferno em que fomos criados à espera que aquele herói que uma vez nos salvou, o faça novamente. Ficar inertes e esperar que as coisas aconteçam. Tal define os mundanos, mas eu quero ser dos fortes, elevados, irreverentes, ambiciosos e ambicionados superiores. Daqueles que a sua vida dominam, e não o contrário, com o raro talento da não indiferença perante o mundo real.